Araçatuba: Contra as reformas bancos abrem uma hora mais tarde nesta sexta-feira;

28/04/2017


Diretores do Sindicato dos Bancários em frente ao Bradesco e na Caixa Econômica, na Praça Rui Barbosa: convocação para protesto contra as reformas



Bancários convidam população para manifestação

A manifestação desta sexta-feira, Dia Nacional de Luta contra as Reformas, teve uma importante adesão. As agências bancárias de Araçatuba abriram as portas uma hora mais tarde (12h) nesta sexta-feira (28) para que os funcionários participassem do protesto a partir das 8h30, na Avenida dos Araçás, em frente à loja Havan. O apoio foi uma conquista do Sindicato dos Bancários de Araçatuba e Região. Trabalhadores de todo o País vão às ruas nesta sexta-feira em protesto contra a terceirização irrestrita de mão de obra e das reformas da previdência e trabalhista, aprovada na noite de quarta-feira pela Câmara dos Deputados e que agora segue para o Senado.

Na quinta-feira (27), diretores do Sindicato dos Bancários distribuíram "Carta Aberta à População", em que convocam para a manifestação de hoje. A panfletagem foi em frente às agências bancárias e no Calçadão da Marechal. Para o vice-presidente do sindicato, José Augusto Ribeiro, a população e os clientes das agências foram muito receptivos à "carta", o que demonstra que a manifestação de hoje será bem-sucedida.

Em Araçatuba, 17 entidades sindicais mais a Frente Nacional de Luta (ligada a trabalhadores sem terra) encabeçam a manifestação a partir das Avenida dos Araçás, que vai percorrer as principais ruas do Centro, passando pela Praça Rui Barbosa e terminando no ponto inicial. Desde domingo (23), as entidades sindicais estão divulgando a manifestação, através de informe publicitário nos jornais locais, emissoras de rádio e de televisão.
Os informes publicitários e panfletos reforçam as críticas aos principais pontos da reforma trabalhista e terceirização irrestrita da mão de obra, como a precarização do trabalho, sucateamento dos salários, criação de subempregos e subsalários, fim dos direitos trabalhistas e sociais. Quanto à reforma da Previdência, os sindicalistas destacam as dificuldades que os trabalhadores terão para se aposentar e o fim das aposentadorias especiais (trabalhadores rurais, trabalho insalubre, pessoas com deficiência) e o estrangulamento das pensões.

Lideram a manifestação os sindicatos dos trabalhadores bancários, comerciários, rurais, hoteleiros, motoristas, gráficos, frentistas de postos, metalúrgicos, domésticas, professores estaduais, na construção civil, em escritórios, em processamento de dados, em condomínios, em transportadoras, nas indústrias de álcool e na saúde. As 17 entidades representam todas as centrais sindicais existentes no País.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Araçatuba e Região - Antônio Soares dos Reis



 
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